Antes da ficção
A tese que virou romance
A Esfera não começou como ficção. Começou como um estudo sobre o futuro estratégico do planeta entre 2009 e 2100.
CAEET — Centro Avançado de Estudos Estratégicos da Terra
Em 2009, Daniel Hakin publicou a tese "Presente e Futuro Estratégicos do Planeta Terra 2009/2100". A proposta era criar um centro livre, financiado por interesses límpidos, com liberdade para propor caminhos que a academia e os Estados não proporiam.
Precisamos estudar o modelo como um Todo; as partes são importantes, mas não somam a solução.
A ligação com o romance é direta. O horizonte de 2100, a recusa de análises isoladas, o autoconhecimento dos jovens, a ideia de que a mudança só virá depois de grandes perdas — tudo reaparece na boca do androide, oito anos depois. Até a palavra: já na tese ele escrevia sobre "a soberania do homem na face desta esfera".

A Cidade Internacional do Conhecimento
Em 1980, décadas antes da tese, Hakin concebeu um projeto mundial: uma cidade construída em domos geodésicos, pensada como uma biblioteca viva para a troca de experiências entre pessoas de todas as nações. Uma tentativa de trazer de volta o espírito da Biblioteca de Alexandria.
A carta de Robert Muller
O projeto foi levado à sede da ONU, onde Hakin foi recebido pelo então subsecretário Robert Muller — conhecido como "o filósofo das Nações Unidas". Muller respondeu com uma carta de elogios:
“Agradeço do fundo do coração a encantadora visão de futuro que você tão generosamente compartilhou comigo. Precisamos muito desse tipo de visão, para que o mundo progrida sempre e se prepare para um futuro melhor.”